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domingo, 26 de janeiro de 2014

Isto das praxes

Praxes? Mais quais praxes? Lá por estarem vestidos a rigor, com um traje académico significa que estivessem em praxe? Eu tenho o meu traje, que comprei com o meu dinheiro e visto-o quando quiser e me apetecer, não é só durante a fase de praxe. De especulações é este mundo feito. Eu fiz parte da comissão de praxe do meu curso, praxei em grupos nocturnos, praxei numa tuna académica, e fui praxada pelo curso e pela tuna, e estou aqui, vivinha da silva e com os melhores amigos do mundo. Sabem o que recebi depois de praxar com uma milícia (praxe nocturna) ? Um "miliciante assim você me mata" ! Isto para dizer que os caloiros adoraram a praxe nocturna, com os quais os fizemos valorizar todo o sentimento no qual se deve basear a praxe: AMIZADE! 

A Praxe, que é chamada praxe, é uma forma de integração, de ajuda, de amizade, de respeito, de união. Lá aquilo que os meios de comunicação especulam, não é praxe é burrice. Aliás, não é nada, porque o menino que sobreviveu ainda nada disse, nem nada vai dizer. Ou se disser, quem o pode confirmar?

Não estudei numa cidade estranha, mas os meus melhores amigos (6 que guardo pro resto da vida, passo a expressão) estudaram. E nos primeiros dias, foi-lhes dado jantar em casa de superiores, agasalhos, copos e folias, conselhos, e companhia até casa. Eu própria como praxante, levei vários caloiros às respectivas ruas/casas, e tal como os meus superiores me ensinaram, fi-los sentir em casa e bem no curso que entraram. Mas claro, tal como todos os caloiros, gritaram e gritámos pelo curso, defendê-mo-lo com unhas e dentes. Rebolámos na relva, estivémos de quatro, cantámos, palavreámos mal e porcamente, mas e quê? Não é a maneira que se faz que interessa é a maneira de como se manda fazer e aí, há atenção!

Tudo para dizer que há praxes e praxes e o que aconteceu no Meco, nunca se saberá o que foi realmente.
E já agora, que tal, em vez de se preocuparem com praxes, preocuparem-se com os meios que as autoridades têm ao seu dispor para chegar a todas as vítimas marítimas, por exemplo.

7 comentários:

  1. não poderia concordar mais com o que disseste, tive três anos envolvida nas praxes da Lusófona e fico chocada com o que é dito na imprensa e por pessoas que não sabem sequer do que estão a falar, mas que acham bonito opinar só porque sim.
    Como tudo na vida vão haver experiências boas e más relativas à praxe, já cansa tanta revolta por uma coisa que ninguém é obrigado a fazer parte, quem fez e faz é de livre e espontânea vontade. *

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  2. Concordo plenamente. Estou no 12º ano e uma das experiencias que mais anseio para o próximo ano é, precisamente, a praxe. Acho que faz parte daquilo que é ser estudante universitário e, lá por algumas pessoas abusarem, não quer dizer que as praxes sejam as coisas demoníacas e perigosíssimas que agora está tanto na moda dizerem que são. Se vãos para a faculdade parte-se do principio que já temos alguma maturidade para distinguir aquilo que é uma brincadeira inofensiva, e da qual vamos ficar com histórias e recordações para contar, daquilo que é uma estupidez e que nos pode custar a vida como, caso tenha sido isto o que aconteceu (o que nunca ninguém vai saber), foi o caso da tragédia no Meco.

    http://bonecadtrapo.blogspot.pt/

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  3. sublinho todas as tuas palavras Rita!! Sublinho e assino por baixo!!

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Obrigada pela visita! ;)